Dia 02 de setembro de 2006, sábado, das 20h às 21h, na Feira do Livro de Brasília, acontecerá o lançamento dos livros “QUASE UM DIA” e “NA CURVA DE UM RIO, MUNGUBAS” do escritor Marcos Freitas, com ilustrações minhas.
E, de quebra, estarei distribuindo uma preciosidade do jovem movimento literário carioca: a REVISTA DE CONTOS BAGATELAS!.
Nos vemos lá, no Pátio Brasil, sábado!
O QUE HOUVE?
te assombraste
com o café da manhã
na varanda?
te assombraste
com meu jeito meigo
na cama?
te assombraste
com o desejo inconseqüente
de poeta insano?
te assombraste
com meu carinho doce
a remexer teus cabelos e sonhos?
do livro "Na curva de um rio, mungubas", de Marcos Freitas
Agora que descobri como coloco vídeos aqui, me aguardem! Pra começar, nada como a inspiração provocada pelo olhar e pelo gesto de Pablo Picasso. Embora seja uma propaganda, vale a pena assistir - a verdade é que não resisto aos encantos desse espanhol...
Burilava aqueles velhos escritos como a procura de sua alma perdida. Um baú de couro velho castigado pelo tempo. Na tampa, com pregos, as iniciais de seu avô, de quem o herdara. Fotografias em preto e branco, já amareladas. Recortes de jornais de um tempo distante na memória..................fragmentada. Cartões-postais. Paisagens.
O envelope trazia, em seu canto superior direito, dois selos de um país longínquo: Sverige. Reconheceu, de pronto, a letra escrita à mão, de Beatriz, a trapezista daquele circo internacional - fato raro à época em sua cidade - por quem se apaixonara. Mesmo assim, ela se foi. Um tempo distante na sua memória....................fragmentada. Cartões-virtuais. Paisagens.
Naquele instante, correu ao seu laboratório. Nas paredes, diplomas e certificados dos mais importantes prêmios internacionais, que conquistara ao longo de sua vida de pesquisador. Com ajuda de seu assistente, posicionou o cartão-postal numa espécie nova de leitor ótico e acionou seu mais recente invento. Em milisegundos, percorreu infernos e céus, guerras e armistícios, catástrofes e calmarias. Assim, transportado, reviu seu amor de quase um dia. Tomou o derradeiro gole de café, mordeu um pedaço de madeleine e apenas sorriu em sua memória virtual fragmentada. Poemas-postais. Entrelaçamento quântico. Paisagens computacionais.
Texto: do livro "Na curva de um rio, mungubas", de Marcos Freitas
Bom pessoas, será uma satisfação infinita ver e rever muitos amigos queridos que aqui deixei nessa Braxília - né Nicolas? Na Aliança, a exposição abrirá às 20h30, depois da exibição do documentário no anfiteatro. Levarei as borrachinhas pra quem quiser carimbar no meu livro de visitas ultrapersonalizado heheheh! Vinho, muito vinho, abraços, risadas, reflexões, gravuras, carimbadas!
e... no dia seguinte:
Dia 17/08, quinta-feira, a partir das 19h30 - RE-GRAVURA - RE-FLUXO!
Daniel B., Alexandre Ricciardi e eu: pensando as artes gráficas - nossa paixão!
Local: Mezanino da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro.
O som quem vai fazer é o Paco (Massalla Pacôme) e o Aristid Hamont - som de primeira! E aí, a gente RE-CONVERSA o que conversamos na quarta-feira... que tal?
"Como já foi visto, o ato de maravilhar-se é a forma luliana de contemplação do mundo, ao lado da meditação solitária tipicamente medieval, uma 'evasão metafísica e transcendental do mundo real'."
Trecho da Introdução do Livro das Bestas, de Ramon Llull (Raimundo Lúlio) - editora Escala, p.23
Imagem: a lua, formosa lua, da janela da viação goiânia - GO/BSB
"O Livro das Bestas, um dos melhores textos da prosa catalã medieval, é uma crua e inteligente alegoria, de valor universal, sobre a humanidade. Escrito antes de 1286, Lúlio posteriormente o inseriu no Felix, o Livro das Maravilhas do Mundo, uma enciclopédica novela filosófica que narra as aventuras de Félix, um andarilho cujo ofício era "maravilhar-se com as maravilhas do universo" e que aparece na Introdução do Livro das Bestas, quando se dirige para o local onde alguns animais selvagens procuravam escolher seu rei. Lúlio mistura seres humanos e animais e personifica estes últimos, como nas fábulas clássicas. Mas a crítica aos humanos e seus costumes atinge níveis insuspeitados graças ao espelho do comportamento animal."
Trecho da Apresentação do Livro das Bestas, de Ramon Llull (Raimundo Lúlio) - editora Escala, p.9
"As paixões más, segundo Lúlio, afligem e tiram lucidez, as boas fortalecem e aguçam a inteligência."
Apresentação do Livro das Bestas, p.12
Foto: Mimo e eu matando as saudades - Brasília - hoje de manhã cedinho
Esse é o livro da Raquel, ela tem 10 anos. Ele circula no projeto Alfarrábios. Raquel mudou-se para Santiago, no Chile, e em breve vai receber seu livro pelo correio cheinho de intervenções.
Para que ela nunca esqueça de Brasília, fiz essa intervenção da minha série de gravuras 'Brasília Gravada'
E aqui um desenho com hidrocor, coisa gostosa de se fazer!
Aguardem, em breve novo encontro para troca de livros de artista em Brasília!
Bertolt Brecht - citado no livro 'O pequeno fascista', de Fernando Bonassi e lindas ilustrações de Daniel Bueno
Imagem: minha planta sacudindo a poeria com a chuva econômica que deu por aqui hoje - mas pelo menos já ficou aquele cheirinho delicioso de chuva no ar...