imagem: do cd Caetano e Chico - juntos e ao vivo - 1972
Informações sobre a música desse post: "Runes for Bernardo Soares is an improvisation based on impressions drawn from the writings of Fernando Pessoa. It is performed by Basil Ganglia" - http://www.archive.org/details/BasilG._Runes_Audio
o que fiz enquanto estive sem computador: parte VII
Com efeito, havia um nu louro nos braços de um escultor. Num pedestal, perto deles, estava colocada uma cabeça de mulher, de perfil, que se parecia com várias esculturas que eu tinha visto no atelier de Picasso. "O escultor está um pouco perdido, está a ver? Não sabe como há-de trabalhar. Naturalmente, se você notar as diferentes formas, estaturas e cores de todos os seus modelos, pode compreender o seu embaraço. Ele não sabe o que quer. Portanto, não é de admirar que o seu estilo seja tão ambíguo. É como Deus. Deus é apenas um artista como os outros. Inventou a girafa, o elefante, o gato. Não tem propriamente estilo. Continua a experimentar. Acontece a mesma coisa com o escultor. Primeiro copia o natural; depois tenta a abstração. Por fim, deixa de trabalhar, acaricia os seus modelos. E olhe". Mostrava-me um modelo, de pé, diante de uma construção que parecia feita de pedaços de uma poltrona rococó, de que certas partes lembravam formas femininas. "Quem pode fazer uma escultura com um semelhante bricabraque?", perguntou ele, sorrindo. "Evidentemente que se toma a sério; o facto de deixar crescer a barba prova-o. E depois, também (mostrava numa outra água-forte um modelo louro repousando nos braços de um escultor), tecem grinaldas e coroam-se com elas. Que narcisismo!" Olhou mais de perto: "Penso que são clematites selvagens as flores que ela traz nos cabelos. Nos dele há folhas de hera. Os homens são bem mais fiéis do que as raparigas!"
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.52)
escultor y modelo admirando una cabeza esculpida, 23/03/1933 - do catálogo "Picasso Gravador"
Serranópolis - Chapadão do Céu: quase no fim da jornada
Preciso contar mais um pouco daquela saga carnavalesca com destino ao Parque Nacional das Emas/GO. Eu estava guardando uma nota de R$10,00 que saquei num daqueles dias lá no BB em Chapadão do Céu... mas como agora estou sem um puto preciso passar o faz-me-rir adiante e ficar com menos alegria. Por isso posto mais um pedaço dessa novela setentrional.
Bom, estávamos em Serranópolis e íamos em direção a Chapadão do Céu, cidade mais próxima de uma das entradas do Parque. O trajeto que fizemos foi esse:
Para minha grande surpresa, acabei de descobrir que o nosso trajeto consta como o mais demorado no Guia 4 Rodas. Vejam o percurso mais rápido:
Querem saber o porquê dessa aparente incoerência? Vejam só:
Realmente, fizemos milagre com um Palio 1000. O Alexandre saiu phd em estradas do tipo "chocolate ao leite". Haja manha! Haja braço! E haja queimação gástrica! Não é à toa que esse pequeno trecho que fizemos é mais demorado... nós nos deixamos levar pela lógica: aqui em Goiás, percorrer 106 km leva muito mais tempo que 282 km, lembrem-se sempre disso!
As menores distâncias é que nos proporcionam as maiores emoções - isso eu aprendi aqui. E aprendi também que nesse tipo de viagem é preciso levar mantimentos, água extra para abastecer o limpador do pára-brisas (para beber também - mas é pior ficar sem água para limpar o vidro), algum rango, celulares devidamente carregados, protetor solar, talvez alguns sinalizadores, um gps e, claro, um carro 4x4. Nós não tínhamos nada disso, nós, urbanóides inexperientes.
Bom, chegamos à noite em Chapadão do Céu. Estávamos mortos. Havia barro por tudo! Em nós e também na ventoinha, no motor, na buzina - a pobre está fanha até hoje.
No dia seguinte demos uma volta pela pequena cidade:
É incrível chegar numa cidade minúscula de interior, distante aproximadamente 600 km da capital, e encontrar essa preocupação com o lixo. O porquinho Cheiroso aí em cima deveria vir passear em Goiânia (e em Brasília também) e ensinar o povo a não jogar papéis e latas pela janela do carro ou do ônibus.
Chapadão foi apenas um local de pouso. Levantamos não tão cedo e seguimos para o Parque. Antes passamos no BB e era disso mesmo que eu queria falar. Fico imaginando quais são os segredos que a vida nos reserva. Para estar naquele local eu saí de Curitiba, fui à Brasília e depois a Goiânia. Então, certo dia, encontro-me no Banco do Brasil de Chapadão do Céu! Um tanto surreal. Tive que rodar muitos quilômetros na minha vida para estar ali, naquela agência. E eis que vou ao caixa automático na terça-feira de carnaval, saco R$100,00 e a nota que está logo acima das outras me oferece uma mensagem:
Agora me pergunto: será que devo mesmo passá-la adiante??
Vocês conhecem aquela matemática conspiratória do 11 de setembro que circulou por e-mail na ocasião? Pois é, vejam só: 2+2+7 = ... 11!!!! Sei não hein...
o que fiz enquanto estive sem computador: parte VI
Depois passou a outra gravura: "Os pintores perderam um pouco o contacto com a realidade. Veja este: alguém traz-lhe uma rapariga, e que desenha ele? Uma linha. É um não-figurativo! Seja como for, os pintores levam uma vida mais organizada do que os escultores. Você há-de notar que por toda a parte onde há orgias há barbas. São os escultores: um corpo tépido numa mão, champanhe gelado na outra. Não há dúvida: os escultores estão em pleno acordo com a realidade!"
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.51)
Sin titulo - Pintor y Modelo - 08/04/1968 III - do catálogo "Picasso Gravador"
Em dezembro do ano passado realizamos a primeira Intervention. O objetivo inicial era o de levar arte para dentro da Aliança Francesa de Goiânia.
No dia 28 de março de 2007, vamos inaugurar a Intervention 2, com a participação do grupo ArTTeria. O grupo é composto por jovens artistas em fase de formação e com poéticas em processo. O muro amplia, então, o seu objetivo: além de levar arte para dentro da AF, agora também cumpre o papel de impulsionar ações coletivas. Afirma, então, sua função de muro-ponte, de espaço de comunhão, de limite ilimitado.
Pude acompanhar um pouco o processo de trabalho do grupo para as intervenções: as reuniões foram registradas em vídeo e já geraram material para edição; a possibilidade de mostrar o trabalho de cada um dos integrantes do grupo alimentou e incentivou a produção e o pensamento a respeito do trabalho individual e também dos objetivos do Artteria.
O muro convida à ação e provoca reação. Todo aquele que age, reage à inércia e conquista a capacidade de interferir na pequena realidade que o cerca. Aquele que interfere no seu micro-universo é como a pedra lançada na lagoa: se propaga em ondas, movimenta a água parada. Que o muro possa desestabilizar, plantar dúvidas e inquietações sempre. Que ele seja uma porta, uma passagem-conexão para a autonomia da ação.
Aliança Francesa de Goiânia - Rua 3, n 663, Setor Oeste - Goiânia/GO fone 62-3215-5735
Picasso falava muito baixo: "Um minotauro não pode ser amado por ele mesmo. Em todo o caso, ele não vê bem porque o deveria ser. Talvez seja por isso que se entrega a orgias". Passou a outra gravura, a de um minotauro velando uma mulher adormecida. "Ele estuda-a, procura ler-lhe o pensamento, para adivinhar se ela o ama, porque ele é um monstro. Sabe, as mulheres são bastante estranhas nisso". Olhou de novo a gravura: "É difícil dizer se ele a quer despertar ou matar".
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.51)
Minotauro acariciando a una mujer dormida - 18/06/1933 - do catálogo "Picasso Gravador"
o que fiz enquanto estive sem computador: parte IV
Ele foi passando várias outras gravuras, povoadas de minotauros, de centauros, de faunos, de homens barbudos ou barbeados, de toda a espécie de mulheres. Todos estavam nus ou quase e pareciam tomar parte numa qualquer cena mitológica.
- Tudo isto se passa numa ilha rochosa do Mediterrâneo - disse Picasso. - Em Creta, por exemplo. É aí que vivem os minotauros, ao longo da costa. São os senhores ricos da ilha. Sabem que são monstros e esbanjam, como diletantes, uma vida que tresanda a decadência, em casas cheias de obras dos artistas mais em voga. Adoram estar rodeados de lindas mulheres, que os pescadores do sítio vão procurar nas ilhas próximas. Quando o calor do dia acalma, convidam os escultores e os seus modelos para festas onde, ao som da música, toda gente se enche de amêijoas e de champanhe, até que a alegria sucede à melancolia. A partir daí, é uma orgia.
Ele mostrou-me uma outra gravura onde, de adaga em punho, um gladiador dava o golpe de misericórdia num minotauro ajoelhado no solo da arena. Uma multidão de figuras, sobretudo femininas, olhavam-nos, comprimidas atrás de uma barreira. "Ensinaram-nos que Teseu veio matar o minotauro, mas não passava, afinal, de um combate igual a tantos. Havia-os todos os domingos: um jovem grego vinha do continente e, quando matava o minotauro, todas as mulheres eram felizes, principalmente as velhas. Um minotauro sustenta o luxo das mulheres, mas reina pelo terror, e elas sentem-se felizes ao verem-no morrer".
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.50)
Imagem: Pablo Picasso: Minotaure vaincu - água-forte, 29/5/1933 - 19,3 x 26,9. Catálogo do Paço Imperial do RJ (1986).
o que fiz enquanto estive sem computador: parte III
Em seguida mostrou-me uma rapariga perto de uma estranha personagem que lhe dava a mão: um pintor, sem dúvida, porque segurava, do outro lado, uma paleta e pincéis. Muito peludo, trazia um pequeno cabeção e um chapéu machucado. "Vê este tipo truculento, com os cabelos frisados e bigode? É Rembrandt. Ou talvez Balzac. Não sei. É um compromisso, suponho. Isso não tem, na verdade, importância. São apenas duas personagens que me obcecam. Cada ser humano é uma verdadeira colónia, como sabe".
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.50)
Imagem: Pablo Picasso: Rembrandt et Femme au Voile - água-forte, 31/1/1934 - 27,8 x 19,8. Catálogo do Paço Imperial do RJ (1986).
o que fiz enquanto estive sem computador: parte II
Ele mostrava agora uma gravura representando um nu de uma mulher loura, sentada, tendo na cabeça uma capelina coberta de flores. Diante dela estava outra mulher de olhos e cabelos escuros, de pé, meio envolta em panos. Ele apontou-a com o dedo: "É você. Reconhece-se? Sabe, sempre tive uma obsessão por um certo tipo de rostos, e o seu é desse tipo".
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.49)
Imagem: Pablo Picasso: Mujer sentada con sombrero y mujer de pie - calcogravura - 29/01/1934 - do catálogo "Picasso Gravador", presente de aniversário do meu caríssimo amigo André de Miranda, 2004.
Segui-o até à grande sala onde Sebartès trabalhava de manhã. Picasso saiu por um instante e voltou com um grande álbum, que foi colocar em cima da mesa, depois de ter afastado alguns montes de papéis e de livros. Voltou a capa do álbum. No interior havia uma espessa pilha de gravuras. "Vê, apesar de tudo, acabamos por dar a lição de gravura. É uma série de cem águas-fortes que realizei para Vollard nos anos 30". Em cima da pilha encontravam-se três retratos a água-forte de Ambroise Vollard, dois dos quais eram a aquarelas. Picasso deu uma risadinha. "A mais bela mulher do mundo nunca foi mais vezes pintada, desenhada ou gravada do que Vollard: por Cézanne, Renoir, Rouault, Bonnard, Forain. Creio que todos eles o pintaram por emulação, cada um queria fazer melhor do que os outros. Renoir pintou-o vestido de toureiro, metendo o bedelho na minha especialidade. Mas, mesmo assim, o melhor ainda é o meu retrato cubista".
(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.49)
Imagem: Pablo Picasso: Portrait de Vollard.II - água-tinta, 1937 - 34,8 x 24,7. Essa não é nenhuma das imagens a que Picasso se refere no texto acima (nem o retrato cubista, nem a água-forte). Mas encontrei-a aqui nas minhas coisas, num xerox de um catálogo de exposição do Paço Imperial do RJ (1986) e resolvi postar para mostrar a cara do Vollard e a beleza de Picasso.
Estou de volta ao mundo virtual, finalmente. E continuo a relatar um pouquinho da saga carnavalesca.
De Jataí a Serranópolis rodamos uns 50 km. Cidade pequena, chuva generosa, passamos por um blackout à noite que nos proporcionou uma visão privilegiada de estrelas e vaga-lumes.
Paramos em Serranópolis apenas para dormir. No dia seguinte iniciamos o rally: aproximadamente 30 km de estrada de terra-sabão, muitos buracos e atoleiros, canaviais ao redor de tudo, caminhões carregados de cana (despencando cana) vindo na contramão. Seguíamos para o sítio arqueológico existente dentro de uma propriedade particular, a Pousada das Araras. Esse local possui um sítio arqueológico com inscrições rupestres que datam de 11.000 anos.
A visitação é feita com o acompanhamento de um guia local que, durante o caminho, explica um pouco sobre espécies animais e vegetais do cerrado. A pousada oferece acomodação em chalés, possui piscinas naturais, um bom almoço caseiro, banheiros limpos, uma paisagem peculiar. É incrível como o contato com a natureza nos aproxima desse espírito universal da criação, da vida.
Segunda parte da novela tecnológica: o hd teve uma grave recaída, está em coma novamente.
O bom é que, nos momentos em que esteve lúcido, pôde revelar sua memória. Graças ao meu amigo Diego, do perambulagens, que é um nerd hightech, consegui reaver os dados do hd mesmo depois de formatado. Pode? Nem Houdini o faria!
Sim! Há vida após o FORMAT C:>/
Eu sei, eu sei... é bom não ficar contente antes de averiguar todos os arquivos e tal, mas eu vi! Meninos eu vi! Os arquivos lá, a pastinha perdida apareceu de novo! É o ABRACADABRA binário, o ALAKAZAM eletrônico.
Mas o lance é o seguinte: não sei quando estarei novamente conectada. Por hora deixo um abraço a todos.
Continuo a falar dos amigos gravadores e agora apresento Marcílio Tabosa.
Essa é uma figura interessante, simples, cheia de teorias esotéricas para a evolução do homem e do espírito. Tem um bom desenho, suas ilustrações são muito legais e apresentam claras influências das HQs. Marcílio é um artista batalhador. Rala pra conseguir material para trabalhar, a grana é curta mas a vontade de arte é maior. Ele não é o único artista que passa por dificuldades, mas é sempre muito tocante conhecer pessoas assim tão determinadas, que precisam produzir, seja usando cartolina para imprimir ou qualquer toco de madeira para gravar. É uma lição de vida e de determinação.
Marcílio enveredou pelo campo da gravura não tem muito tempo. Foi através de um recorte de jornal que a Margô me mostrou que conheci o seu trabalho. Depois de um tempo nos falamos por telefone e, mais tarde, acabamos nos encontrando e nos conhecemos pessoalmente.
Cearense de nascença, Marcílio é praticamente um candango: vive no DF há mais de 30 anos, é bem capaz de sua família ter se deslocado para o Centro-Oeste devido à construção de Brasília... não sei, mas é bem possível.
Sua gravura é muito simbólica. Os trabalhos expostos na Galeria Arte em Papel (até 14/03) retratam a mulher e abordam diversas questões que perpassam pela entidade feminina: a sensualidade, a liberdade, a magia, a origem, o trabalho, a submissão, a força e a delicadeza.
Divido com vocês algumas imagens de xilogravuras que troquei com Marcílio no ano passado.
Quero-queros - xilogravura
Sem título - xilogravura colorida (amo essa gravura!)
Aqui está um registro dos desenhos que Marcílio fez em meu livro de artista. Estávamos na Feira de Gravura da Aliança Francesa de Brasília, no ano passado e, enquanto conversávamos ele rabiscava suas mulheres. Os traços finos (também femininos) feitos com caneta preta são do amigo Alexandre Ricciardi. Parece que a mulher sempre foi motivo de inspiração nas artes. Então me pergunto: será que isso ocorre devido à ditadura masculina que recai sobre a produção intelectual da humanidade ou simplesmente porque o corpo feminino é, de fato, mais agradável ao olhar, mais harmônico?
Queridos, teclo aqui de uma lanhouse... é, deu pau no meu HD e perdi tudo - tudo desde dezembro de 2006 (em arquivos: fotos, músicas, vídeos, trabalhos em doc, corel, photoshop, powerpoint... resumindo: lascou-se!) e e-mails de mais de 3 anos.
Por hora ficarei aqui, em lamentações.
Bom, o lado positivo é que tudo aquilo que estava pendente despencou de vez. Perdi um registro valioso... mas o jeito é olhar pra frente e nascer de novo.
Peço, encarecidamente, que meus pareceiros enviem para afonso.manoela@gmail.com os arquivos de projetos que estavam em andamento.
No mais fica aqui o meu pesar e esse sentimento de ter que começar do zero.
(pode até ser exagero, mas é assim mesmo que estou me sentindo)
Quero para mim o espírito [d]esta frase, Transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la Grande, Ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; Ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso...
Cada vez mais ponho DA essência anímica do meu sangue O propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir Para a evolução DA humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo DA nossa Raça.
"Navigare necesse; vivere non EST necesse" - latim, frase de Pompeu, general Romano, 106-48 AC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu
Texto enviado por mail, por Jaqueline, em 02/11/06, obrigada querida!
Imagem: Rio Vermelho, Cidade de Goiás, Rio da Cora Coralina, 29/01/07
Fundação Jaime Câmara abre inscrições para cursos O Popular
Até dia 2 de março estão abertas as inscrições para os cursos e oficinas livres de artes que serão realizados na Fundação Jaime Câmara no primeiro semestre deste ano. As oficinas oferecidas são as seguintes: Arte Moderna Brasileira (Rosane Andrade de Carvalho), Introdução à Fotografia (Hélio Linhares Sperandio), Oficina de Escultura (Edvaldo Gabriel Machado), Oficina de Pintura (Miguel Luiz Ambrizzi), Iniciação à Gravura (Manoela dos Anjos Afonso) e Desenho de Observação (Wellington Nunes Vieira). O projeto é uma realização da Fundação Jaime Câmara, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Os cursos são gratuitos e as vagas, limitadas. Mais informações: (62) 3285-6767.
Imagens: eu na prensa (no ateliê da UnB em 2005) e matriz/impressões de uma gravura em linóleo que fiz para o projeto de Constança Lucas em homenagem aos 30 anos da Revolução dos Cravos, em Portugal: http://25abril30anos.vilabol.uol.com.br//ManoelaAfonso.htm
Como diria Van Gogh, "planta-se um grão, colhe-se várias espigas"