Diário de Bordo - Manoela Afonso


 

"Interessante notar que a distância entre os serventes e os profissionais é definida pela presença da arte. Especializados em determinadas operações realizadas globalmente pelo artesão, os profissionais conservam um certo 'orgulho' pela habilidade que dominam.

Carlos, carpinteiro, descreve a 'Arte':

Quer dizê, arte é realmente a profissão da pessoa, que dizê que a profissão é uma arte, entendeu? Seja o carpinteiro, o pedreiro, o marceneiro, o eletricista, o bombeiro, quer dizê, tudo é arte, entendeu?

E o carpinteiro João mostra a diferença:

Arte deve ser o seguinte, em qualquer profissão, né, ou seja, a única pessoa que num tem arte é servente, porque servente num tem arte não. Mas passando pra profissional, cada um tem sua arte, ou seja mecânico, ou lanterneiro, ou jardineiro, ou pintor, ou carpinteiro, ou estucador, ou armador... todo profissional. Isso é arte.

Muitas vezes os trabalhadores possuem a 'arte', mas não têm como prová-lo. Formados pela prática da profissão e submetidos a regime de trabalho que nem sempre cumpre as determinações legais, ficam sujeitos a 'fazer o teste' na obra para provar a qualidade do trabalho.

O pedreiro Raimundo diz:

Muitas firma pede. Chega e pede um teste, mas quando você vem com a carteira branca. Se você diz que é pedreiro ou é aquilo ali, mas a carteira vem em branco, aí você tem que fazer o teste. Se passar, aí ficha pra firma. É o que chama 'esquentou a carteira' de fulano, a primeira vez se chama 'esquenteou a carteira'.

- Esquentou a carteira, por quê?

- Porque as firma classificaram ele com a arte que ele já tinha aprendido e nunca tinha na carteira, né, aí chama fulano foi 'esquentado a carteira'. Quando tá com duas, três, quatro firma que ele é empregado fichado, aí a carteira é fria, quer dizer que o rapaz entendeu a arte e já vai conseguindo cavalgar."

 

(SOUSA, Nair Heloísa Bicalho de. Construtores de Brasília: estudo de operários e sua participação política. Petrópolis: Vozes, 1983. ps. 95, 96)

Imagem: um recorte do recorte: recorte da vista da janela - à esquerda de onde me encontro agora - bsb - 30/04/07



Escrito por Manoela Afonso às 12h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




Chegar em Brasília sem querer e ganhar um show quase particular da Elba é realmente um presente. Nós estávamos em casa, pensando em tomar uma cervejinha e ir dormir cedo. Foi quando ouvimos uma voz arretada - "eu conheço essa voz... não é a Elba?" - e fomos correndo lá pra Esplanada, esse campo de cruzamentos os mais diversos... tá certo que o Calypso e o Zezé di Camargo foram os que lotaram shows ali na semana passada - é o que o povo gosta, é o que o povo quer (quem quiser ver o site oficial dessas duas pérolas da indústria cultural http://www.bandacalypso.com.br/ - tem até aquele pacotinho da assolan dançando - e http://zezedicamargoeluciano.uol.com.br/). A sensação de assistir Elba numa perspectiva mais intimista, com um público tranquilo e pequeno foi maravilhosa... não sei se é bom para o artista, mas para quem quer apenas curtir civilizadamente xote, baião e forró - apesar de eu não dançar nadaaa - foi bom demais. Sem contar a beleza e a maturidade de uma cantora desse naipe. Ah sim, sim, Elba interpretando Zé Ramalho é de arrepiar, com certeza essa mulher tem um pé no rock'n'roll.

 

"Quanto tempo temos antes de voltarem aquelas ondas
Que vieram como gotas em silêncio tão furioso;

Derrubando homens entre outros animais,
Devastando a sede desses matagais;

Devorando árvores, pensamentos seguindo
A linha do que foi escrito pelo mesmo lábio tão furioso.

E se teu amigo vento não te procurar
É porque multidões ele foi arrastar"

 

Zé Ramalho - interpretado por Elba - 28/04/07

Imagem: Elba no palco - 28/04/07



Escrito por Manoela Afonso às 09h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




hoje também é dia de oficina

 

Hoje, às 17 horas, oficina de carimbo de borracha na Aliança Francesa de Goiânia. Através do carimbo é possível introduzir um pensamento gráfico inicial, devido à noção de múltiplo e da inversão da imagem. Sem contar que carimbar é algo apaixonante que remete à infância - embora remeta também à burocracia. Mas vamo que vamo que carimbar é um encanto.

 

Nicolas Behr diria:

 

"burocratas de verdade só fazem amor

em almofadas de carimbo"

 

poema do livro "eu engoli brasília', p. 108

 

imagens: carimbos do pessoal do curso de introdução à gravura da Fundação Jaime Câmara/2007



Escrito por Manoela Afonso às 12h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




hoje é dia de oficina

 

 

 

Hoje é dia de oficina de introdução à gravura na Fundação Jaime Câmara/Goiânia.

Apesar da dificuldade ao acesso às ferramentas, creio que estamos conseguindo desenvolver um pensamento gráfico e um encantamento pela gravura. Por enquanto fabricamos um baren (foto 3) e utilizamos borrachas e isopor (fotos 2 e 4) como matrizes.

Na semana passada fizemos algumas monotipias (foto 5) e finalmente começamos a utilizar tinta gráfica. Hoje instroduzirei a técnica das duas matrizes e, se der tempo, a da matriz perdida.

O mais gostoso disso tudo é perceber o encantamento dos alunos com as artes gráficas. Dizem que ninguém mais se interessa por gravura ou pelo fazer, pela técnica... isso não é verdade. Basta dar oportunidade de conhecimento às pessoas que tudo acontece.

E para fechar esse post, vai uma frase da minha agenda de 2003 (que pode ter algo a ver com esse resgate da técnica e da gravura nas faculdades de artes visuais e nos ateliês municipais e estaduais):

 

"Ajudem a preservar os gatos pingados. Afinal de contas, eles são só meia dúzia"

 

(AgendArte 2003, ps 178/179)



Escrito por Manoela Afonso às 09h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




agrado I

Estou aqui, às voltas com meus livros, estudando, porque afinal preciso dissertar. Mas minha casa é um universo de coisinhas, livros, papéis... e à medida que me desloco, pego uma coisa ou outra, vivencio uma fenda no tempo, porque cada trequinho me lembra alguém e essa lembrança pode durar horas. Cada coisinha é um presente de algum canto desse planeta. São mimos que decidi dividir com vocês aqui no Diário. Esse marcador de livro aí em cima veio da Turquia. Ganhei do Alexandre um pacotinho com uma dúzia deles. São lindos e, quando vou ler, sempre paro uns segundos para contemplá-los... por isso que meus pensamentos têm esse costume de voar longe por aí.

 

Referências da imagem acima: second half of sixteenth century. Meshet. A detail of miniature from the trace called Heft Evrenk. Museum of Topkapi Palace.

 

Mais mimos:

    

da esquerda para a direita:

1. Sem referências;

2. A miniature detail from the trace relating to the rotatory of Sah Abbas at the end of sixteenth century. Museum of Topkapi Palace;

3. name: Saraykandili; carpet type: Hereke; quality: 100x100 - 60x60; knotting: Türk (Gördes); width/length: 72x108 - 120x180; ground colours: White;

4. Sixteenth century´s, a miniature detail from Siraz. Museum of Topkapi Palace;

5. name: Nazarlik; carpet type: Demirci; quality: 22x28; knotting: Açik (Open); width/length: 200x300; ground colours: White-Red.



Escrito por Manoela Afonso às 13h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




CARIMBOMANIA

 

 

Depois dos nossos carimbos de borracha feitos à mão, Alexandre Ricciardi, querido amigo, mandou fazer alguns nessas lojas de carimbos. Enviou algumas gravuras já digitalizadas e pronto! Não é que deu certo? Ficou show. Alexandre, além de artista, é médico e agora faz a formação em psicanálise. Para quem quiser ver um pouco mais é só ir até http://africciardi.zip.net/



Escrito por Manoela Afonso às 16h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




entendendo que às vezes não há entendimento, há algo mais que isso

 

Dizia o evangelista:

Nolite fieri sicut equus et mulus quibus non est intellectus.

Não sejais como o cavalo e a mula, que carecem de entendimento. A massa escoiceia e não entende. Procuremos fazer o inverso. Extraiamos da arte jovem o seu princípio essencial e, então, veremos em que profundo sentido é impopular.

 

Texto: Ortega y Gasset. A desumanização da arte, p. 24

Imagem: Vinícius - braços pintados e recipientes de memória. Para ver mais: www.lemurbr.blogspot.com - Intervention 2, Aliança Francesa de Goiânia.



Escrito por Manoela Afonso às 13h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




O que é ser uma pessoa de sucesso

Ontem fui para o ateliê de gravura da universidade e passei a manhã toda granitando uma única pedra. Depois do almoço peguei uma carona com o Zé (meu orientador) e desci no centrinho do São Judas (bairro onde moro). Fui pegar meu vídeo-cassete - mandei fazer uma limpeza por 35 pilas - mas a biboca estava fechada: aqui as pessoas fecham para o almoço, ao estilo europeu. Então, resolvi fazer uma horinha naquele sol escaldante das 13 horas do dia 13.

O calor estava demais, dei uma volta e avistei um salão: um bom lugar para esfriar a cabeça e, de quebra, tirar as pontas do cabelo, coisas que faço apenas uma vez por ano - esfriar a cabeça e cortar o cabelo. O salão era grande até; cheguei à porta e não vi ninguém lá dentro... 

- "Fala 'bem', quer cortar o cabelo?" - fala a morena ao estilo Roberta Close que estava tomando uma caracu na mesinha do bar ao lado. Bom, vamos lá: lavou, esfregou muuuuitoooo forte meu couro cabeludo, conduziu-me a uma das cadeiras e cortou as pontas, falou sobre como ela só conseguia andar de salto altíssimo por causa das dores na coluna e que meu cabelo tinha muitas pontas, por isso parecia leve, essas coisas que a gente acaba ouvindo em salão.

Paguei os 10 pilas, agradeci, ganhei um cartão de visitas com os fones fixo e celular - ah, você é a Leninha? "Proprietária do salão de beleza" - como dizia uma personagem de uma dessas novelas da globo. Tá aí uma empresária de sucesso: dona de seu próprio negócio, mulher de meia-idade com roupas coladas ao corpo sarado - no melhor estilo da mulher goiana, salto altíssimo, cabelos longos, negros e pesados como os das gueixas, corte de 10 minutos por 10 pilas... como aqui é um calor desgraçado ela provavelmente gasta menos que nos salões do sul (pois não precisa usar água quente, nem secador e nem luz durante o dia). Bebe caracu e nas horas vagas faz um corte e, o mais importante, tem uma estratégia de marketing à moda Warhol: além dos serviços do salão, ela também é um dos produtos. Quem sabe não acaba arrumando um coronel rico?

Obs.: um dos compositores da música de hoje é Ruy Inácio Neiva de Carvalho - foi meu professor na agronomia - uma exceção em meio ao machismo generalizado presente nesse curso naquela época.



Escrito por Manoela Afonso às 12h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




o que fiz enquanto estive sem computador: parte IX

Ele mostrou uma nova gravura. Uma mulher meio vestida com uma túnica estava de pé perto de outra, sentada diante de um quadro que representava qualquer coisa como um ramo de flores quase desfeito. "A que está sentada parece um modelo de Matisse que tivesse decidido posar para outro pintor e, depois de ver os resultados, se tivesse arrependido de ter vindo. A outra está a dizer-lhe: É um gênio. Que necessidade tens tu, na verdade, de compreender o que isso quer dizer?"



(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.53)


Imagem: Rembrandt et Deux Femmes, 31/01/1934 - do catálogo "Suite Vollard" do Paço Imperial - 1986



Escrito por Manoela Afonso às 16h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




Chapadão do Céu - Mineiros: fim da jornada

 

 De Chapadão fomos em direção ao Parque - e não ficamos chapadões. Mas ficamos maravilhados com o cerrado. Saímos de Chapadão do Céu pela manhã, cruzamos a pequena cidade e paramos num acampamento do MST para pedir informações. Disseram que o Parque era pertinho, logo ali. Animados, seguimos em frente achando que as estradas ruins ficaram para trás... Rodamos poucos km e avistamos ao longe os caminhões parados: atoleiro em frente. Eu já estava de saco cheio de segurar no "puta-merda" e quis logo desistir, cortar caminho para Mineiros e voltar para Goiânia. Mas a idéia era frustrante, pois sabíamos que era pouco provável uma volta a esse lugar no interior de Goiás. Chegar na porta do Parque e desistir era de fato uma derrota braba. Paramos o carro e ficamos ali, observando a estrada e os caminhões de longe e teorizando o que seria melhor fazer.

Depois de alguns minutos, um uno (não, se fosse Átila seria com h) passou por nós e foi em frente sem nem pensar duas vezes. Nós ficamos ali, meio incrédulos, achando que o carrinho ficaria atolado ou bateria num dos caminhões parados, já que a lama estava um sabão. O uninho foi que foi, e nós pensamos: - pura sorte.

Depois de mais uns minutos veio um corcel caindo aos pedaços e passou pulando em alta velocidade pelo atoleiro. Aí não deu pra engolir; pensamos: - pô, vamo nessa então né!

Respiramos fundo e fomos em frente! Tiramos uma fina dos caminhões parados mas conseguimos! (Conversando com meu amigo Sylvio há alguns dias em Brasília fiquei sabendo que não se pode tomar por base nem corcel nem fusca, são carros valentes... ainda bem que nosso Palio não deixou por menos - mas ele já dava sinais de que as coisas não iam muito bem; quando a ventoinha ligava o carro tremia inteiro, provavelmente devido ao barro endurecido por todo o motor, ventoinha, buzina e tudo mais).

Bom, depois de passado o susto, seguimos debaixo do sol do meio-dia (sem protetor solar). Mais à frente, fomos recepcionados por uma Ema atleta: correu na frente do carro por alguns bons metros... um Papa-Léguas tupiniquim. Bom, ao menos o Parque Nacional das Emas tem mesmo emas.

O cerrado é realmente lindo. Só se tem a dimensão da sua beleza quando é possível estar realmente dentro dele. Talvez seja a única maneira de captar uma pequena porção da dimensão do sublime existente na natureza. 

Quem sobrevoa o cerrado na imagem abaixo é o Carcará - como deve ser linda essa vista aí de cima, hein, Carcará!

 Ah! Se Turner tivesse conhecido os céus do cerrado! Sua paleta teria outras cores e os céus teriam nuvens mais fofas.

Imagem: William Turner

 

 

Gil - de amarelo na foto - foi nosso guia. Ele controla incêndios no Parque. O controle dos incêncios no cerrado é algo mesmo fascinante: nem sempre o fogo deve ser apagado, às vezes ele deve ser apenas conduzido. A decisão do que fazer com o incêndio leva em conta a necessidade natural desse tipo de vegetação, que precisa do calor do fogo para fazer germinar suas sementes. É um belo e complexo trabalho.

Aprendemos muitas coisas sobre o cerrado: campos limpos, campos sujos, campos cerrados e veredas; aprender "in loco" é bem melhor. Vimos algumas espécies de vegetação e de animais (estes empalhados, na sua maioria). Mas o mais fantástico - e é uma pena que não pudemos ficar para ver a coisa - foi conhecer o fenômeno da bioluminescência dos cupinzeiros: de outubro a dezembro larvas luminosas (creio que sejam de vaga-lumes) aderem aos cupinzeiros. Agora, imaginem que loucura: tem partes do Parque com cupinzeiros até o horizonte... Se uma pessoa desavisada dá de cara com esse fenômeno, à noite, vai subir num disco-voador nem que ele não exista hehehe.

Mais informações sobre o Parque: http://www.parquenacionaldasemas.com.br/

 Fomos embora debaixo de uma chuva generosa, mas felizmente a estrada do Parque à Mineiros e de Mineiros à Goiânia está asfaltada. A volta, como sempre, parece mais cansativa do que a ida; estávamos sujos, com fome e precisando de um banho morninho. Mas quando o tempo toma distância, a saudade dessas aventuras cresce e a necessidade de uma energização vinda da natureza aumenta. Agora, só pensamos para onde será a próxima viagem.

E fica aqui mais um ensinamento de Nicolas:

 

"Nem tudo

que é torto

é errado

veja as pernas

do garrincha

e as árvores

do cerrado"

 

Nicolas Behr, do livro Poesília - p. 40



Escrito por Manoela Afonso às 22h32
[   ] [ envie esta mensagem ]




o que fiz enquanto estive sem computador: parte VIII

Na gravura seguinte, com um ar muito contente de si mesmo, um escultor trabalhava num busto. Aureolavam-no raios. "Enquanto trabalha está absolutamente convencido do seu gênio".

Noutra ainda, o escultor estava sentado diante de sua obra, com o seu modelo entre ele e a estátua. "Ela está a dizer-lhe: Nunca me pareci com isso".

Ele olhou de novo a gravura e depois observou-me: "Mas com certeza, é ainda você. Se eu tivesse de desenhar os seus olhos agora, fá-lo-ia precisamente da mesma maneira".

A gravura seguinte representava uma personagem sombria e barbuda em frente de um jovem pintor com um boné frígio. Picasso suspirou: "Todos os pintores se julgam Rembrandt. Até este, e você pode ver pelo cenário que o rodeia que ele vivia à larga há pelo menos três mil anos. Toda a gente tem as mesmas ilusões".

Numa outra gravura, o peso e a curva do modelo eram indicados harmoniosamente. "O escultor tem uma expressão serena, não é verdade?", disse Picasso. "Quando ele cria uma linha pura, não tem a certeza de que acertou. Se as formas são perfeitas e os volumes cheios, basta deitar sobre a escultura a água de uma bilha; ela deve ser banhada nela".

(do livro 'A minha vida com Picasso', Françoise Gilot e Carlton Lake, p.52)

Imagem: Joven escultor trabajando, 25/03/1933 - do catálogo "Picasso Gravador"



Escrito por Manoela Afonso às 19h04
[   ] [ envie esta mensagem ]




Exercitando o desapego

Para mim não é fácil jogar as coisas fora. Tenho a maior dificuldade. Crio laços afetivos com as mais diversificadas tralhas. Hoje, devido à uma invasão fúngica, foram-se para o lixo 3 de minhas antigas fitas VHS: a do Rei Leão - desenho que assisti milhares de vezes... sempre chorava naquela parte em que o Mufasa morria no estouro dos animais provocado por Scar.... e também naquela outra parte em que o espírito de Mufasa aparecia no céu, nas estrelas, e orientava seu jovem filho Simba. Enfim, um pedaço dessa infância que ainda existe em mim. Pois é, um neném de 30 anos.

Bom, outra fita é o The Wall - o qual assisti também milhares de vezes! Afinal, Pink Floyd continua sendo minha banda do coração (agora, uma adolescente de 30 anos). Em The Wall existem cenas maravilhosas de desenho animado e o som é de primeira (embora eu goste mesmo é do Pink Floyd do final dos anos 60 e da década seguinte - aliás! É o que estou ouvindo agora enquanto escrevo aqui).

Bom, a terceira fita continha um programa muito legal que passava na TV Cultura chamado Arte e Matemática. Vocês podem conferir alguma coisa em http://www.tvcultura.com.br/artematematica... Eu era apaixonada por esse programa, se duvidar ainda ligo lá na Tv Cultura e peço a série completa em dvd. Ainda bem que a tecnologia - apesar de todos os paus aos quais estamos sujeitos - também oferece algumas vantagens e facilidades. Além do Arte e Matemática, nessa fita havia ainda documentários sobre Leonardo, Cezanne, Monet, Bosh e Brueghel... uma pena... mas a sorte é que meus interesses artísticos mudaram muito de 6 anos pra cá, então não vou ficar assim tão chateada.

Agora vou ali tentar limpar o cabeçote do vídeo-cassete, cacete... o reino fungi é realmente extremamente poderoso.



Escrito por Manoela Afonso às 11h12
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, GOIANIA, Mulher, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Livros, Música
MSN - afonso_manoela@hotmail.com
Histórico
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/01/2008 a 31/01/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006


Outros sites
  Aflecha
  Agepel GO
  Alexandre Ricciardi
  Alexandre Orion
  Aliança Francesa Goiânia
  André de Miranda
  Archive Internet
  artBA
  Arte e Tecnologia FAV/UFG
  Arte na Escola GO
  Arte Postal Gyn
  arteven.com
  arteven blog
  Arte & Cerâmica Diniz
  Artur Gomes & Gumes
  ATELIER AMARELO
  Atelier Formiga
  A Vida em Movimento - Jane Marques
  B28 - arte contemporânea
  Barenforum
  Black_Wall
  Briquet de Lemos - Livros de Arte
  Brumas de Tico Litlle
  Cadernos de Tipografia
  Calmaria e Fúria - Cristiano Gouveia
  Canal Contemporâneo
  Cara de Pau (Brasil) - Arte Postal
  Cartas Íntimas
  Charles Bukowski
  Clara Cuevas Candela
  Claudio Boczon
  Clichê - Manoela Afonso
  Clube da Gravura da Paraíba
  Confraria do Vento
  Constança Lucas
  Constança Lucas - novo
  CUMULUS NIMBUS
  Currículo Lattes Manoela
  Daniel Banda
  Desciclopédia
  Desenhos de Leonardo da Vinci
  Diego Barreto Ivo
  Diô Viana
  DOCHIS
  Domínio Público
  ELDES
  Estampe.be
  Fábio Herdy
  Fábio Herdy - ateliê de xilogravura
  FAP 1996
  FCC Curitiba
  Fotoclube F/508
  Funarte
  Fundação Iberê Camargo
  Gabriel Chemin
  Gabriel Gutierrez - Blog
  Graphias - Casa da Gravura
  Graphias - BLOG
  Gravadores do Espaço
  Gravura Brasileira
  Grupo Gravura
  Herminio Tadeu
  Infinito Particular
  Instituto Pólis
  Intermídias - blog
  Intermídias - revista
  Instantes Possíveis - Wolney Fernandes
  Jacineide Travassos
  Jardim de Letras
  Jeanne - consciência e vida
  Jeanne - espiritizar
  Juz
  Kiss FM
  La Ceiba Grafica
  La Mano Press Gallery
  Lambe Lambe
  La Ruta de La Grafica
  La Siempre Habana
  LE MUR
  Letícia Costa Gomes
  Lília Diniz - poesia e teatro
  Lilivitiz
  Livro Aberto
  Livro de Artista - Alfarrábios
  Liz
  Lunna Guedes
  Mapa das Artes SP/RJ
  Marcos Freitas - em verso e prosa
  Marilda Confortin
  Marly Cavalcanti
  Me Xylo
  Memória Digital
  Metrópole em poesia
  Michelle Cunha
  Ministério da Cultura
  MON
  Multiply - Manoela
  MuseuGrabado
  Museu da Pessoa
  Museu do Trabalho
  Música do Mundo
  Museu Olho Latino
  Nicolas Behr - poesias
  Oficina de Criatividade
  Orkut
  Pablo Lehmann
  Parangoblog
  Pergunte ao Pó
  Periplus - Adriana Paiva
  Pintando o 7 - Agda Camargo
  Poesfera - Ana Peluso
  PortaCurtas Petrobrás
  Printmakers
  Projeto Galeria Aberta
  Projeto Postal
  Radiola DF
  Rádio é!
  Rádio Lumen FM
  RE-FLUXO
  Regi - Casa das Idéias
  Regina Silveira
  Revista Arquitetura Revista
  Revista Critério
  Revista Digital Art&
  Revista Minguante
  Revista Os Urbanitas
  Revista Zunái
  Rodrigo Mebs
  Rubem Alves
  SEEC - DF
  SEEC - Paraná
  Semeando Palavras
  Simone - Letras e Tempestades
  Solange
  Studio Guzzardi
  Susana Mezzadri
  Talleres de Grafica en Mexico
  Teatro Fantasma
  Tere - Meus Escritos
  Thelmo Olisar
  Tico Cartum
  Tita do Rêgo Silva
  Todo seu: história e cotidiano
  Traduzir-se
  TRAFICOartecorreo
  Travelling Journal
  Tudo outra vez
  Tv Câmara
  Tv Senado
  Two Sam
  UFG
  UFG - Biblioteca
  UFG - CADEG
  UFG - CIAR/EAD
  UFG - Desenho: Investigação e Linguagem I
  UFG - Desenho: processos e procedimentos
  UFG-FAV
  UFG - Galeria da FAV
  UFG - PROEC
  UFG - Programa de Pós-Graduação em Cultura Visual
  UFPR Artes
  Uma síndrome estrangeira
  Una flor de papel
  UnB - CEAVA 3
  Varal de Idéias
  Venenosa FM
  VG MUSEUM
  Vidas Marcadas
  Vilminha
  Vitruvius
  Xylon Argentina
  William A.
  YouTube
  ZUPI
  909 noites insones



O que é isto?

assista às experimentações em vídeo:

desenhe você também!