No dia 26/11/07 faleceu o Engenheiro Agrônomo Reginaldo Antônio Gomes, responsável pela Zooflora, em Jataí/GO, onde estivemos no último carnaval. É com muito pesar que faço esse post adicional hoje, 30/11/07.
dias de calor, amigdalite, uma certa insegurança por diversos motivos. mudanças têm a deliciosa capacidade de causar medo e euforia. mas tudo muda o tempo todo, a passos de formiga, de elefante ou a saltos quânticos. ainda bem. é o pulsar eterno.
AGUACEIRO
o janeiro de chuva
chove
num dia inteiro
de fevereiro
poema: Marcos Freitas, do livro 'raia-me fundo o sonho tua fala' - 2007 - em breve!
imagem: ilustração para esse poema, para esse amigo, para esse livro. Manoela, gyn, 2007
A gravura tem uma relação íntima com a pesquisa, talvez pela maneira indireta de construção de uma imagem sobre uma matriz que só se realiza completamente, isto é, só se torna visível após sua impressão. Talvez pela alquimia de seus processos que traz no seu bojo uma descoberta ou a possibilidade de uma surpresa.
Talvez pela variedade de processos e técnicas que evocam ou provocam sempre a investigação de novas possibilidades. Esta parceria – entre gravura e pesquisa - se intensifica atualmente devido aos novos materiais e meios tecnológicos de criação e impressão disponíveis, fato que contribui para o surgimento de novos conceitos de gravura.
Os participantes desta exposição são pesquisadores da Linha de Pesquisa em Poéticas Visuais, do Programa de Pós-Graduação em Cultura Visual, da Faculdade de Artes Visuais, da Universidade Federal de Goiás. A princípio, todos têm em comum duas coisas: a gravura e a pesquisa. Ou seja, todos desenvolvem uma investigação poética em gravura.
Alana Morais investiga a construção de matrizes de plásticos colados superpostos e os imprime de distintas maneiras, uma sob a forma de impressão tradicional da gravura em oco ou em relevo, outra a impressão digital que esta matriz escaneada possibilita.
Lavínnia Seabra consegue curiosamente unir gravura, moda e tecnologia: produz uma matriz com um processo de gravação a laser que é em seguida transformada em roupa, tanto a matriz produzida quanto a gravura impressa em tecido.
Manoela Afonso explora poeticamente impressões monotípicas sobre tecidos umedecidos. Ao utilizar a dobra como matriz geradora das imagens, ela assume o acaso e a surpresa como elementos dessa produção.
Nancy de Melo se mantém na gravura “tradicional” (assim entre aspas), pois trabalha com gravura em metal, mas introduz no ateliê cenas e hábitos do cotidiano doméstico, como a degustação de vinho ou cerveja, gravando na matriz as marcas deixadas pelos copos sobre a chapa, como se fossem uma mesa de centro de uma reunião de família ou de amigos.
Sérgio Penna, por sua vez, une um processo tradicional com a tecnologia, produzindo uma monotipia que será por sua vez digitalizada e trabalhada num computador.
ZéCésar procura com a impressão sobre papéis de jornais a contradição de gravuras de imagens urbanas caóticas ou saturadas sobre imagens de propaganda imobiliária.
Todos esses processos foram – e continuam sendo – cuidadosamente estudados e realizados. Nós, pesquisadores da gravura, buscamos também embasar teoricamente nossas práticas, além de nos exercitarmos com a leitura e a análise das obras de outros artistas que desenvolveram ou desenvolvem uma poética em sintonia com nossas pesquisas.
Segunda-feira – 12/11/2007 – Local: Auditório da FAV – 16h-17h
Programa I - Poéticas da Imagem em Movimento: Vídeos produzidos em disciplinas ministradas pelo prof. Elyeser Szturm – IDA/UnB (graduação e pós-graduação) em 2005/ 2007.
Terça-feira – 13/11/2007 – Local: Auditório da FAV – 12h-14h
Programa II
Grupo Empreza: "Salve, salve" (2007) – Vídeo 3: "Independência ou morte" (18'). Série paisagens destiladas.
Manoela Afonso: Sem título (2006) - 6'28; Sem título (2006) - 0'55; Trem Concreto (2005) - 1'21; Horizonte (2005) - 1'22
Amanhã tem oficina na Fundação Jaime Câmara. Será nossa penúltima aula, infelizmente! Mas acho que deu para nos divertirmos um pouco com algum conhecimento introdutório a respeito das artes gráficas. As imagens aqui expostas são experiências da aula passada: carimbos feitos com E.V.A recortado e impressos com tinta gráfica. Esses são trabalhos da Martha, Maria Tereza e Rosimeire.
Intervenção de Ronan Gonçalves, foto de Clovie Masson. Estou ali atrás, amarrada... a primeira sensação foi a da privação da liberdade; a segunda sensação foi a de "encasulamento", de aconchego causado pelo tecido a envolver o corpo; a terceira sensação me fez lembrar do meu amigo Sam, que trabalha com desencasulamentos... o "despir", ao final do processo, soa como um "desencasular".
INTERVENÇÃO URBANA
Ronan Gonçalves, Artista Plástico.
A idéia de apresentar o corpo humano como obra de arte oferece a possibilidade de reavaliar atitudes e preconceitos em torno do corpo, o que o tira da condição de invisibilidade na qual geralmente é colocado dentro dos espaços da cidade. O objetivo dessa intervenção urbana é explorar diversas formas de comunicação e recriação de códigos artísticos que têm no corpo o seu objeto. Essa é uma maneira de ampliar o olhar sobre sua infinita versatilidade para além dos estereótipos de beleza preestabelecidos. Sendo assim, utilizo material humano e o transformo em personagens amarrados com materiais inusitados dotados de diversidade de texturas e cores. A finalidade é destacar tais corpos e devolver-lhes a visibilidade dentro dos espaços urbanos. Cada intervenção conta com a participação de fotógrafos convidados para que realizem registros da performance. Cada um deles reage de maneira diferente frente ao trabalho e apresenta uma forma específica de captá-lo.
Artista plástico fluminense, aluno do curso de Arquitetura da Universidade Católica de Goiás, atualmente desenvolve intervenções urbanas como pesquisa artística, sendo que as mais recentes foram realizadas no Museu de Arte Contemporânea de Goiás, na Praça dos Três Poderes em Brasília e na Avenida Paulista em São Paulo.ronan_artes@hotmail.com
a venda me fez ver melhor; foi ela que me levou para dentro da proposta.
... desde 1996, ano em que entrei na graduação, tenho mergulhado de cabeça no estudo da arte. ora estive envolvida com arte-educação, ora com a produção artística e com a discussão teórica tradicional. desenvolvi um amor por tudo isso, e confesso que, por vezes, a arte me pareceu ser a coisa mais importante desse mundo.
quanta ignorância... basta estar diante do mar e ao lado de alguém que a gente ama para compreender que nada dá conta da complexidade, da beleza e do horror com os quais impera a vida. durante esses anos todos e sempre no meio de tanta correria, nunca mais me dei o presente da meditação... às vezes, só o silêncio nos faz perceber certas coisas.
talvez, essa arte que eu venho estudando não passe de uma instituição que caminha para a esterilidade.
ali, sentada nas rochas, um turbilhão de sentimentos confusos afloraram. e ainda estão uma bagunça. o que ficou dessa tarde de contemplação foram intuições:
"permita-se sempre brincar como uma criança" - "a arte não dá conta nem do essencial da vida..." - "busque aquilo que liberta, e não o que aprisiona"
sei que algo importante aconteceu ali, durante a contemplação silenciosa de um mar nublado. mudanças de rumo e de comportamento com certeza virão. fico feliz.