O Mimo cuida das minhas pedras de lito. A história dessas pedras é curiosa: o tio do Alexandre tem uma pedreira há anos, parece que ele ganhou essas pedras e as vendeu para uma mulher. Parece que foi na década de 80... e a tal senhora resolveu utilizá-las na calçada da frente da sua casa!!! Então, um artista que esse tio não soube dizer quem foi (ouvi rumores que poderia ser o Elvo), foi lá e comprou todas as pedras - creio que devem estar no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, em Curitiba. Até aqui não posso precisar essa história... só sei que quando soube disso, corremos na pedreira para ver se havia sobrado alguma... e ganhei essas duas preciosidades!
Imagem: Mimo cuidando das pedras de lito, Gyn - jan/08
... falta pouco para acabar o prazo de entrega da dissertação... imaginem só como anda a atmosfera por aqui! mas apesar da tensão, a experiência está sendo extremamente rica: um momento de rever uma série de coisas, pensamentos, produções, amigos... uma viagem no tempo, uma auto-arqueologia.
convido vocês para beber um cálice de rum e compartilhar meus pensamentos em http://manoelaafonso.wordpress.com/ - é por lá que estarei com mais freqüência até o final de fevereiro. Andarei por aqui também, mas devagar.
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Para deixar registrado: estava aqui escrevendo quando começou a chover muito. Caminhei até a sala para, então, ir até a porta recolher o Mimo. Quando foi que olhei para a pia e lá estava ele, pedindo pro amiguinho dormir aqui, pode? Na verdade, acho que é amiguinha, batizamos de Kimmie. Mas não deixei não... aqui é muito pequeno... dei comida a ela, mais uns afagos e pedi para que seguisse para sua casa - afinal, amanhã ela volta, vem jantar aqui todos os dias. Tenho que respeitar essa amizade, ora...
Tem mais de 10 anos que estive em Portugal. Fui até lá para conhecer a família do meu pai. Uma viagem muito intensa... ah se eu pudesse fazê-la novamente! Quando estive em Ermesinde conheci meus tios Isaltina (irmã de meu pai) e Acácio, meus primos Delmina, Gaspar e Pedro. Inesquecível... nunca vou esquecer de como fui bem recebida, "a filha do Armando".
Lá pelas tantas meu tio me mostrou sua guitarra... eu conhecia pouco do Fado... nesses 10 anos pesquisei algo, ouvi muita coisa e me apaixonei por essa música triste, saudosa e maravilhosa. Sobretudo pelas vozes femininas. Meus tios me presentearam com esta fita k-7, a qual estava ouvindo hoje pela n-ésima vez. Não faz muito tempo descobri algumas diferenças entre o fado de Lisboa e o fado de Coimbra; confesso que neste último me agradam as vozes masculinas.
Decidi, então, fazer uma busca na internet e, para minha surpresa, encontrei uma matéria falando do tio Acácio. Confiram no Portal do Fado:
- liguem o som para ouvir uma das músicas contidas na fita, "Contos Velhinhos", só que aqui no blog interpretada por Magina Pedro: http://www.maginapedro.com/index.html
Esse simpático sapo estava morando no cano da água da calha, no jardim de casa, em Curitiba. Fiz até uns cafunés na cabeça dele. Coisa mais linda! Falei para meu pai batizá-lo, mas ele disse que o nome do sapo é sapo. Mas eu acho que ele tem cara de Astolfo... Sr. Astolfo. A foto quem tirou foi minha irmã, Daniela Afonso.
e para não deixar passar em branco, não poderia esquecer do Sapo Cururu (recolha: d. esther pedreira de cerqueira - bahia)
Sapo cururu da beira do rio Quando sapo canta, ó maninha, diz que está com frio...
Olha quanto sapo! Olha quanto gia! Na beira do rio, ó maninha, fazendo folia...
Sapateiro novo fazei um sapato de couro macio, ó maninha, pra dançar o sapo.
A mulher do sapo já foi lá pra dentro Aprontar os doces, maninha, para o casamento
Sapo cururu, ele já morreu... Se jogou no mato, ó maninha, bicho já comeu!
meus queridos, desculpem a não-atualização diária... deu pau no meu computador, como sempre acontece todo começo de ano... já morri com 220 pilas, creio que em breve estarei conectada novamente... oh vida, oh azar, mas não há de ser nada, até logo!
11/01: estou de fato em casa. Gosto da comunhão com o lar... lavei roupa, tomei café, terminei de ler Gesto Inacabado e comecei A Sensibilidade do Intelecto. O clima até que está ameno, o céu um pouco nublado, muito agradável, do jeito que eu gosto. Uma dissertação por fazer, muitos pensamentos a serem laçados - esses indomáveis... Embora eu esteja aflita - o que imagino ser normal nessa situação pré-conclusão do mestrado, sinto-me bem. Agradeço essa sensação de bem-estar à Fayga... como é bom estar perto de suas palavras! Conhecer mais sobre arte através das palavras de um artista é extremamente agradável... muito diferente dos escritos de filósofos e historiadores - embora não menos importantes, claro, são escritos fundamentais - apesar de às vezes lhes faltar poesia. Fayga tem o dom de sensibilizar o leitor; ela tem a capacidade de nos fazer olhar para o horizonte e sentir a alma levitar, crescer... Fico aqui imaginando do que ela não seria capaz pessoalmente!
Livro: OSTROWER, Fayga. A sensibilidade do intelecto. 6 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
Imagem: carta para alexandre, hidrocor s/ papel cartão, dez/07