
Essas são bruxinhas que ganhei da minha Tia Tere, irmã da minha mãe. Eu amo essas bonecas feitas assim: em casa, na família, com retalhos, restos, à mão. Bruxinhas que eu sempre quis ser...
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E pensando nas bonecas... e ao ler esse abraço do Galeano, lembrei de você, Kalissa:
A paixão de dizer/1
Marcela esteve nas neves do Norte. Em Oslo, uma noite, conheceu uma mulher que canta e conta. Entre canção e canção, essa mulher conta boas histórias, e as conta espiando papeizinhos, como quem lê a sorte de soslaio. Essa mulher de Oslo veste uma saia imensa, toda cheia de bolsinhos. Dos bolsos vai tirando papeizinhos, um por um, e em cada papelzinho há uma boa história para ser contada, uma história de fundação e fundamento, e em cada história há gente que quer tornar a viver por arte de bruxaria. E assim ela vai ressuscitando os esquecidos e os mortos; e das profundidades desta saia vão brotando as andanças e os amores do bicho humano, que vai vivendo, que dizendo vai.
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 17.
Escrito por Manoela Afonso às 22h35








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